A minh’alma tem sede de vós
Como a terra sedenta, ó meu Deus!
[Primeira Parte]
Sois vós, ó Senhor, o meu Deus
Desde a aurora ansioso vos busco
A minh’alma tem sede de vós
Minha carne também vos deseja
Como terra sedenta e sem água!
A minh’alma tem sede de vós
Como a terra sedenta, ó meu Deus!
[Segunda Parte]
Venho, assim, contemplar-vos o templo
Para ver vossa glória e poder
Vosso amor vale mais do que a vida
E por isso meus lábios vos louvam
Quero, pois, vos louvar pela vida
E elevar para vós minhas mãos!
A minh’alma será saciada
Como em grande banquete de festa
Cantará a alegria em meus lábios
Ao cantar para vós meu louvor!
Penso em vós no meu leito, de noite
Nas vigílias suspiro por vós!
Para mim fostes sempre um socorro
De vossas asas à sombra eu exulto!
Minha alma se agarra em vós
Com poder vossa mão me sustenta
A minh’alma tem sede de vós
Como a terra sedenta, ó meu Deus!