Asa Branca

Asa Branca
Gonzaguinha



Quando oiei a terra ardeno com'a fogueira de são joão (Eu pergunte-ei a Deus do céu ai porque tamanha judiação) (repete) Qui braseio que fornaia nem um pé de prantação (por farta d'água perdi meu gado morreu de sede meu alazão) Inté mesmo a asa branca bateu asas do sertão (entonce'eu disse adeus rosinha guarda contigo meu coração) Hoje longe muitas léguas numa triste solidão (espero a chuva cair de novo pra mim vortá pro meu sertão) Quando o verde dos teus oios se espaiá na prantação (eu te asseguro não chores não viu que eu voltarei-ei viu meu coração)