[Verse 1]
Quatro dias de sombra... o silêncio é o meu véu
Minha história esquecida sob o peso do céu.
A pedra é tão fria, o fôlego é pouco
O que eu era antes, se perdeu nesse oco.
O choro das irmãs... eu ouvi na entrada
Minha alma cansada, na cova guardada.
Mas sinto um tremor... um rastro no chão
Onde a morte termina, começa a oração.
A treva recua, o medo se cala
Eu sinto a palavra que a vida assinala.
Não é o meu fim, não é o meu lugar
O Deus do impossível mandou eu acordar.
Lázaro! — Chama o meu nome e a pedra vai rolar
Lázaro! — Pela Tua luz eu vou me levantar.
Se é o milagre do alto ou a alma a resistir
Eu quebro o silêncio, pois eu vou sair.
Lázaro! — O que estava morto volta a existir.
[Verse 2]
A vida é difícil, o mundo é o algoz
Mas as grades se quebram ao ouvir Tua voz.
A angústia me cerca, a dor me invade
Mas Tua presença é a minha verdade.
Tira o sudário, renova o meu ser
Quem caminha contigo não aceita perder.
O túmulo é pouco pra me segurar
Eu nasci de novo pra Te adorar.
Pode me enterrar, eu vou renascer
Pode me selar, eu vou aparecer.
A pedra é grande, mas meu Deus é maior
CbMaj7
Eu saio do abismo, moldado no pior.
Lázaro! — Chama o meu nome e a pedra vai rolar
Lázaro! — Pela Tua luz eu vou me levantar.
Se é o milagre do alto ou a alma a resistir
Eu quebro o silêncio, pois eu vou sair.
Lázaro! — O que estava morto volta a existir. (2x)
Refrão (2x)
Grita meu nome...
Eu ouço Tua voz...
Lázaro.