Abraço minha cruz, abraço minha cruz, abraço minha cruz
abraço minha cruz, abraço minha cruz
Deslizo os dedos pela madeira
pressiono o cravo contra a minha mão
provo o gosto do vinagre
e o aperto do espinho em minha fronte
Apalpo a espessa poeira
as pedras que o golpearam
o chicote em suas tiras
prendiam pedaços de metais
Deixo os instrumentos de tortura
falarem em minha historia