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Vou contar o que aconteceu com um rico fazendeiro
A7GD
Um homem sem religião o seu Deus era o dinheiro
A7D
Foi assim que ele disse no meio dos companheiros
A7D
Na Aparecida do Norte que é a terra dos romeiros
D7GA7D
Na igreja entro a cavalo nesse meu burrão ligeiro
E7A7D
Quem quiser fazer uma aposta tenho muitos mil cruzeiro
( DA7DA7D )
DA7D
Ele teve um resposta sem demora ali no meio
A7GD
De um véinho religioso que lhe deu esse conseio
A7D
Na Aparecida do Norte nós devemos ir de jueio
A7D
O coitado do véinho ele já surrou de reio
D7GA7D
Quero mostrá pra voceis que de nada eu não receio
E7A7D
Saio daqui no meu burro só no artar que eu apeio.
( DA7DA7D )
DA7D
Ele saiu de viagem na Aparecida chegou
A7GD
Era de manhã cedinho quando a missa começou
A7D
Chegando no pé da escada seu burrão arrefugou
A7D
Sua espora sangradeira sem piedade funcionou
D7GA7D
O burrão foi judiado mais na igreja não entrou
E7A7D
Se o dono não respeitava seu burrão arrespeitou.
( DA7DA7D )
DA7D
Esta cena verdadeira muita gente presenciou
A7GD
O burro deu um corcovo o seu dono ele matou
A7D
O dinheiro compra tudo mais a morte não comprou
A7D
A alma do fazendeiro com certeza não salvou
D7GA7D
Bem na porta da igreja onde o burrão refugou
E7A7D
A marca da ferradura lá na escada ficou.